Como já vimos, a situação atual do COVID-19 levou a um aumento das atividades criminosas entre os quais o aliciamento online de menores, que são os mais vulneráveis durante esta pandemia. A solicitação de crianças, infelizmente, não acontece só online. O COVID-19 afeta não só a saúde dos cidadãos, más também a economia global. Segundo o Woeld Travel and Tourism Council, no turismo global mais de 75 milhões de postos de trabalho estão em risco. As regiões mais afetadas são a América Latina (com mais de 10 milhões de empregos em risco) seguida da Ásia oriental (com 49 milhões). A perda de emprego causa pobreza e desigualdade, tornando os menores, os mais frágeis, ainda mais vulneráveis no setor do turismo e online.

Na Bolívia, os hotéis locais contataram “ECPAT Bolívia”, fundação de Munasim Kullakita. Eles pediram ajuda para reconhecer e combater as situações de exploração e/ou abuso sexual infantil no turismo e nos locais de férias. ECPAT Bolívia respondeu ao pedido, estabelecendo os critérios e procedimentos a utilizar em determinadas situações, e recolhidas no “código” (iniciativa global de ECPAT International).

Um exemplo:

“Em um hotel na Bolívia, um adolescente chegou pela manhã, pedindo um quarto para si e o seu primo mais velho que chegaria mais tarde. O empregado da receção se preocupou quando percebeu que a menina não estava vestida adequadamente para o frio e não tinha documentos. Então começou a falar amigavelmente com a menina e fez algumas perguntas para ver se a história dela era verdadeira. Depois de descobrir algumas inconsistências, começou a seguir o procedimento de proteção pelas crianças em hotéis e informou a administração. O hotel imediatamente contatou os serviços de proteção à criança locais e a polícia”.

(https://ecpat.exposure.co/bolivia-hotels-fight-child-sexual-exploitation?utm_source=Linkedin&utm_medium=Organic&utm_campaign=Bolivia%201)

Graças à conduta correta do hotel um menor foi salvo. Muitos hotéis na Bolívia têm se mostrado responsáveis e cooperativos a este respeito e são um exemplo a seguir para que os menores sejam protegidos de qualquer forma de exploração sexual, também no sector do turismo.